- É aqui?
- Deve ser... Vê aí o endereço.
- Estranho. Falar verdade, achei meio espelunca. Você não?
- Ah, vamos ver melhor. Lá dentro de repente é diferente. Aqui só tem uma placa. Ó, tem uma porta pesada ali. Empurra aí. Tá aberta. Vamentrar.
- Corredorzão. Esquisito. Tudo vazio.
- Não. Tem dois caras ali, no final do corredor.
- É. Mais esquisito ainda.
- Opa! Acho que ali é o final da fila, meu.
- Nossa. Pior que é mesmo, cara.
- Será que tem gente mais fudida que nós. Foda, hein?
- Ah, vamos lá. Encarar. Ver qual é.
- Porra, meu; outro corredor maior. E só de fila.
- Sossega cara. Você queria o quê? Achou que ia ser fácil. Chegar e ser atendido?!
- Ué, mas na hora de negociar o rim o cara fez mil promessas.
- Ah, meu! Rim todo mundo tem, né? Agora gente sem coração é que é geral.
- Pode crer! Ô lôco, meu!
sábado, 11 de julho de 2009
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