sábado, 18 de julho de 2009

Les Fleurs de Moi





TRISTESSES DE LA LUNE

Ce soir, la lune rêve avec plus de paresse;
Ainsi qu´une beauté, sur de nombreux coussins,
Qui d´une main discrète et légère caresse
Avant de s´endormir le contour de ses seins,

Sur le dos satiné des molles avalanches,
Mourante, elle se livre aux longues pâmoisons,
Et promène ses yeux sur les visions blanches
Qui montent dans l´azul comme des floraisons.

Quand parfois sur ce globe, en sa langueur oisive,
Elle laisse filer une larme furtive,
Un poëte pieux, ennemi du sommeil,

Dans le creux de sa main prend cett e larme pâle,
Aux reflets irisés comme un fragment d´opale,
Et la met dans son coeur loin des yeux du soleil

TRISTEZA DA ALUNA

Sensual, a aluna revê uma penca de parentes
Assim que uma beata, sobre os ombros, tossir
É que de uma mão discreta e ligeira carece,
Avança sem domínio o contorno de seus seios

Supradons de satã amolecem avalanches
Murmurando, livra-se de suas longas pantalonas
E por menos saias surgem visões brancas
Que momento! Dão-se assim, como deflorações

Quanto ao perfume do lóbulo, a língua sorve
Ela enlaça num filete um alarma furtivo
Um poeta pior, inimigo de seu meio

Dando-se a crer que sua mão prende este pálido alarma
Aos reflexos irisados como fragmentos de opala
Ela mete-se a dançar como arlequim do Soleil

2 comentários:

Anônimo disse...

só pode ser piada, não...
é piada


=D

Anônimo disse...

O do Baude:

Tristezas da Lua

Divaga em meio à noite a lua preguiçosa;/Como uma bela, entre coxins e devaneios,/Que afaga com a mão discreta e vaporosa,/Antes de adormecer, o contorno dos seios

No dorso de cetim das tenras avalanchas/Morrendo , ela se entrega a longos estertores,/E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas/ Que no azul desabrocham como estranhas flores.

Se as vezes neste globo, ébria de ócio e prazer/ Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer,/ Um poeta caridoso,ao sono pouco afeito/

N concavo das mãos toma essa gota rala,/De irisados reflexos com um grão de opala,/ E bem longe do sola acolhe no seu peito

de ivan junqueira


n.