
A madrugada avança beco adentro
Escuros e úmidos rumos
Nenhum retorno
Ônibus via-crucis, ponto final
A esmo e todo trôpego, o bêbado
Enfada-se dele mesmo
Se um clown tanto ensaiasse não faria
Aquele andar cambalaio
A agonia amarga e recorrente
Boiando entre os escombros das gentes
Contornos de rostos tornando-se mero esboço
Rastros de luzes. Imagens desbotadas
Iscks de isqueiros no mais fundo dos bueiros
Sem pagar ingresso no guichê
O bêbado vê o verdadeiro espetáculo
Romantismo tísico das calçadas
Frio beijando escaras
A lua a noite as pedras falsas
Ao fim de toda etílica empreitada...

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